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Cachoeira de baixo do Rio Pontal - Guaratuba

 Na mais recente imagem de satélite revelou-se oque parecia ser uma sequência de ao mínimo duas cachoeiras bem abaixo da ponte do Rio Pontal na BR-376, oque seria interessante conhecer num sábado á tarde. As condições climáticas ruins seguem sendo a previsão no sul do Brasil, sobrando dias frios e nublado como a única opção de sair um pouco. Há dois locais bons para para o carro antes da ponte do Rio Pontal indo sentido Garuva, estando a segunda poucos metros antes dela. Uma rápida olhada já foi suficiente para confirmar a suspeita de que não havia como descer ali para baixo. Mas da estreita "passarela" da ponte foi possível observar que ela não se trata exatamente de uma cachoeira, mas de uma corredeira um tanto vertical, que somado ao grande volume de água, se tornava interessante de ser observada, se não fosse o desconforto da passagem dos caminhões tão próximos dali. Atravessei a rodovia até o lado oposto onde há uma canaleta de água que desce do barranco e leva a água da chuva até o rio abaixo. Subi parte da canaleta esperando achar algum vestígio de caminho que desce-se até o rio. Ao contrário da corredeira de cima, a de baixo com certeza tratava-se de uma cachoeira, e parte dela é possível ver ainda lá de cima. Realmente encontrei um caminho que descia, muito íngreme e de terreno que cedia com facilidade, ainda mais nas condições recentes. Havia também uma quantidade anormal de lixo, principalmente marmitas, provavelmente despejada na mata após alguma intervenção recente na rodovia. Com o rio já bem próximo, estando apenas cerca de 6 metros acima dele, a única opção viável de descida era inviável sem corda. Se o solo estivesse mais seco, ou eu minimamente acompanhado, talvez compensasse o risco de descer devagar, já imaginando que subir provavelmente seria mais fácil, mas que descer daquele jeito e da forma como o local se encontra, sem quase nenhum apoio para descer, não valeria o risco de me espatifar abaixo. Uma corda teria resolvido o problema, embora também não houvesse muitos bons pontos de fixação ali acima. Saí decepcionado, mas ao ver o Maps, surgiu uma ideia que compensava tentar. Pouco abaixo na rodovia havia um trecho que havia sofrido um forte desbarrancamento, e onde a intervenção posterior havia tornado o acesso ao rio abaixo bastante cômoda. Cheguei com facilidade e agora era só subir o rio acima. O volume acima do normal não era suficiente para torna-la muito difícil, nem o frio de 12º, e com cuidado até o calçado inadequado para uma investida pelo rio se tornou um empecilho. Seriam cerca de 270 metros pelo rio contando com a sorte. De repente vejo de longe uma cachoeira, a qual supus ser o destino, mas que ao me aproximar, tive a surpresa de que era uma nova, bonita e chamativa para uma nova visita algum dia. Mas desvia-la pelas suas altas laterais não parecia tão fácil quanto trazer uma corda para acessar a de cima pela rodovia. Como já começava a escurecer, fiquei pouco e voltei, logo chegando ao ponto de parada e partindo para casa.