Diante de planos que deram errado, seja pelo tempo perdido no trânsito parado, seja pelo imprevisto na Fazenda Garbers, sobrava cerca de uma hora até o dia virar noite e era necessário algo para fazer a minha presença acima da Graciosa valer a pena. Felizmente havia ali perto um discreto, quase descartável local, sendo ele o Rio do Corvo. Uma trilha na sua lateral esquerda leva até o primeiro "deslize" de água, visivelmente mal frequentado. Perto dali há mais algumas entradas para o rio mais acima, visados para o banho no verão devido á sua facilidade de acesso, para quem conhece o lugar, já que nada na estrada evidência sua existência, além da placa sobre e ponte. Para ir até uma cachoeirinha mais além, eu preferi ir pelo leito do rio, mesmo na água gelada de uma semana de 10º no inverno, do que procurar picadas na lateral que certamente estariam (e estavam) um tanto fechadas. A cachoeira é bonita, nada grande ou espetacular, mas pelo menos não tornava a chegada até ali uma perca de tempo. Na volta, resolvi me adentrar nos bambuzais para cortar caminho onde o rio mais se aproximava da estrada antes de se afastar novamente e retornar ao começo, em um ponto onde o rio forma uma ferradura á apenas 50 metros da estrada. Eu só esperava que o barranco que começava no rio logo desce-se gradualmente, caso contrário eu logo veria a estrada do alto de um barranco vertical e mais alto do que a rede elétrica, como de fato aconteceu, me fazendo retornar por onde eu vim. Em casa, descobri que se eu tivesse ido mais para a direita, daria para descer mais facilmente e formar o atalho.




