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Praia do Cação e Morro dos Macacos - Bombinhas

  Este inverno de 2023 tem sido, na minha opinião e de quem eu conheço, um dos mais "fracos" em relação á baixas temperaturas dos últimos anos. Tanto que mesmo sendo as praias de Santa Catarina conhecidas pelas sua temperatura um tanto abaixo da média, que sem mais sem menos se tornou o roteiro de um domingo. Mas certamente não foi o único motivo, já que a intenção também era sair um pouco do normal por aqui, fora que a previsão para os picos não era tão promissora.
 Para aproveitar o custo da viagem tratei de inserir no caminho a Cachoeira do Rio Baroza, um dos poucos dos principais ali da região do Quiriri em Joinville que me faltavam. Ao chegar, algum proprietário das últimas casas da rua não me permitiu o acesso e demandaria algum tempo contorna-lo. Como eu estava acompanhado de um amigo de longa data que topou a viagem mais propriamente pela ida da Praia do Cação, seguimos adiante. Chegando em Bombinhas, carreguemos a caixa térmica com o suficiente para não passar vontade na praia deserta, mas antes ele demonstrou interesse em dar uma passada no Morro dos Macacos. Tempo dava, a vista compensa apesar de ser tipicamente abarrotado de gente, e a curiosidade dele o instigava. Então topei e rapidamente colemos no cume. Dia lindo para ele aproveitar para futricar com qualquer rabo de saia que cruza-se o caminho. 
 Minha primeira ida na Praia do Cação foi á alguns anos, desconhecendo a trilha até lá e supondo que a proibição com o acesso era de alguma forma realmente proibitiva, sobrando só a opção de ir via mar até o pequeno paraíso. Enquanto que logo ficou evidente que os anos de proibição injustificável se justificava apenas como um empenho para trazer a ""puríssima"" renda através do turismo, para os que ali perto alugam caiaques e passeios de barco.
 A trilha se inicia no canto da praia da Tainha, e passa por um belo cenário natural por cima do morro na extremidade de Bombinhas até descer até o mar. A chegada é auxiliada com uma corda pois o local, sobretudo carregando coisas, é um pouco chato de descer.
 A praia faz valer a viagem, sobretudo naquela condição de ausência de qualquer outro ser humano. Os barcos de passeio que passavam á cada uma hora ainda tinham passageiros, mas que certamente nem pediriam para parar e molhar até a barriga no que julgavam ser a água mais gelada do ano. E de fato estava gelada como era de se esperar, mas diante do meu estado de espírito, não evitou que a emblemática rampa da praia fosse usada para relembrar bem meus tempos mais acrobáticos.