Tibagi - Cânion Guartelá, Saltos Puxa-Nervos e Santa Clara, e mais
Para quem gosta de aventura e natureza, diversas cidades do interior do Paraná são interessantes destinos, como Prudentópolis, Piraí do Sul, Jaguariaíva e Porto União, e outra muito lembrada nestas horas é Tibagi, capital nacional do trigo. Aproveitando os pedágios liberados para conhecer estes destinos nesta temporada, a cidade foi a primeira á ser escolhida, pela sua menor distância, e atraente roteiro para casal. A primeira parada é á beira da estrada, o conhecido Cânion Guartelá, o maior do Brasil, e sexto maior do mundo. Na entrada da estrada que chega até a recepção do parque, uma bonita parada dispõe de banheiros e lanchonetes com preço e qualidade boa~razoável. Na recepção, um guia pede informações para uma possível emergência e explica o caminho das trilhas principais. A descida por uma estrada de pedra é uma lembrança de infância, quando num domingo minha família visitou o cânion, em uma das suas raras viagens. O ambiente alterna-se algumas vezes, misturando um ar dos campos gerais, com as trilhas da Ilha do Mel. O Arroio Pedregulho percorre a descida sempre á direita, onde chega-se á panelões, bons para refrescar antes de pegar o caminho de volta, conhecida como uma exaustiva subida. A trilha divide-se em duas, á esquerda leva á um mirante, atualmente com sua parte superior desativada, mas abaixo a vista já é muito boa, para o Rio Iapó e ao cânion em si. A trilha é direita leva, após cerca de 450 metros, até o mirante final, com uma vista mais panorâmica do Cânion, e também para a Cachoeira Ponte de Pedra, onde o acesso á ponte não é mais permitida como antigamente. Nos três pontos principais da trilha principal, chamada de "básica" mas que envolve os principais pontos do parque, há funcionários vigiando para cumprir-se as regras dos locais (como o não acesso da ponte de pedra da cachoeira, que supostamente corre risco de ceder, ou de quedas), como também, nos panelões, um funcionário vigia a entrada para a trilha paga, onde só é permitida o acesso com guias. O percurso adicional de pouco mais de 2km envolve a passagem por pontos como um mirante secundário para o Cânion, algumas formações de arenito como a Cidade de Pedra e o Gavião de Pedra, além de pinturas rupestres, com o valor atual de R$ 60 por pessoa, e que necessita de agendamento. Seguindo o passeio, fomos até o centro de Tibagi, com uma rápida parada para conhecer ao redor do Centro de informações turísticas, á beira do largo Rio Tibagi. Para o almoço, a opção acabou sendo fazer algumas compras no mercado, já que neste feriado de Proclamação da República, não havia quase mais nada aberto. Os próximos objetivos eram todos próximos uns dos outros, ao sudoente do perímetro urbano. O primeiro foi o Morro da Comuna, acessível por carro através de uma estrada de chão razoável, que embora sua área mais panorâmica - uma rampa de vôo livre - estivesse cadeada, o cume era aberto. Embora não tomasse muito tempo pela proximidade de estrada que levava até os outros destinos, não achei que valesse sequer o seu tempo, por se tratar mais de um mirante desta chapada, do que de um morro propriamente dito. Mais adiante, chegamos até a entrada para o Morro do Jacaré, que é uma ponta desta chapada, que de certos ângulos forma muito bem a silhueta deste animal. A entrada, novamente cadeada, não foi de grande incômodo, pois novamente, trata-se mais de um mirante, e sua altitude é logo ultrapassada mais acima, no morro das antenas, onde ainda chega-se de carro. Dali em diante, vi pelo GPS que era possível acessar os pontos restantes, o Salto Santa-Clara e o Puxa-Nervos, sem ter que retornar e fazer toda uma grande volta, mas seguir a estrada de chão em sua direção. Temia apenas que a estrada estivesse em péssimas condições, como ela estava em alguns trechos, onde o carro atolaria nas altas erosões no meio das estradas se não houvesse largura suficiente para os pneus. A estrada á frente passa por entre plantações de trigo, e mais abaixo já estão as propriedades onde estão as cachoeiras. A primeira que chegamos foi a Santa Clara, onde é cobrado R$ 20 por pessoa, muito bem recompensados por uma das mais belas cachoeiras e cenários que já pude conhecer, após uma curta caminhada. A do Puxa-nervos é cobrada R$ 10 por pessoa, possui uma trilha levemente maior (mas de ainda cerca de 10 minutos) e chega á uma cachoeira não tão surpreendente como a anterior (mas por algum motivo, é aparentemente mais conhecida), mas que ainda vale a pena conhecer.