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Farinha Seca, e Marumbi ao fundo
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Minhas primeiras trilhas foram no Rio de Janeiro, em 2015, 2016 e novamente em 2018. Eram sempre as mesmas: Pedra da Gávea, Corcovado, Dois Irmãos, Urca. Eu costumava ir com um equipamento fotográfico minimamente aceitável, com uma GoPro Hero 4 Black adquirida em 2015, uma câmera Samsung NX1000 que eu já tinha desde 2013 e um celular que também agradava nas fotos. Quando eu passei a conhecer a serra do mar paranaense, eram tempos onde eu não investia em nada para a atividade, nem em câmeras, muito menos em um calçado adequado - usava sempre os mesmos tênis para corrida baratos da Decathlon, os Kalenjis. Minha mochila era a mesma do ensino fundamental, que desde aqueles anos já era bem deprimente. Calças quaisquer, camisas que se ensopavam no menor esforço, e o celular tirava fotos muito questionáveis. A GoPro tinha um risco na lente que custava um pouco caro para arrumar e acabei vendendo. A única coisa boa que eu tinha era a Samsung NX1000, que embora passados alguns anos e alguns problemas, e transportando-a dentro de uma caixa de caneca, ainda tirava algumas boas fotos. A indisponibilidade de uma boa câmera de fácil acesso me fazia não tirar muitas fotos, e muito menos durante a trilha, como faço hoje, limitando-a á fotos nos cumes, ou nem isso.
O Morro do Sete possui este curioso nome pelo fato de que quando visto da Estrada da Graciosa, a face rochosa da montanha possui um "7" naturalmente esculpido. O acesso se dá pela Fazenda Garbers, marcada pelo mesmo nome no Google Maps, e que também dá acesso a histórica Casa de Pedra e a Cachoeira do Riva. Também é o ponto de partida para a travessia da Serra da Farinha Seca. A subida não é tão íngreme, mas é constante, e segue-se coberta quase até o cume do Mãe Catira. Ele também é o morro mais alto de toda a serra da Farinha Seca, dando uma boa visão para o restante da Serra, como também para o Ibitiraquire, com destaque para os Agudos, e para o Conjunto Marumbi. Pouco após o começo da vegetação de cume, há uma trilha que surge como alternativa á direita, e que leva ao Pequeno Polegar e consequentemente ao restante da travessia completa da serra (cuidado para não tomar este caminho na volta...) e á direita segue-se para o Morro do Sete, que é na verdade mais como um sub-cume do Mãe Catira, separado por um pequeno vale, onde há um ponto de água. Logo que se recomeça a subida, outra área mais aberta aparece, este que dá novamente visão para o Ibitiraquire. Á seguir, pouco antes do cume, a trilha passa próximo á um notável abismo, em um cenário que sempre impressiona. O Sete possui uma das visões mais panorâmicas de todo a baixada litorânea, e espero logo vê-lo novamente. Também foi uma das minhas experiências mais memoráveis no sentido de cobras: Foram 3 no mesmo dia, mesmo sendo uma trilha relativamente bem frequentada, e por ainda estarmos em pleno inverno.
Destaque para o "7"
Ibitiraquire e norte de Antonina visto do Mãe Catira
Morro do Sete visto do vale aberto entre ele e o Catira
Região de Guaraqueçaba/Antonina |
Destaque para o Morro Cunhaporanga, agudo á centro esquerda
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| Agudos, e logo ao lado, a Serra da Virgem Maria ao fundo |
Serra da Farinha Seca e Serra da Baitaca |
| Visão Oeste do Mãe Catira, para a região do Rio do Meio. O morro á esquerda merece uma investida. |
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| Farinha Seca e Marumbi |
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| Cristas Lestes do Farinha Seca |
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| Certa vez, um grande amigo meu pensou que as antenas do Ciririca fossem pessoas. E olha que estávamos no Marumbi... |