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Castelo dos Bugres

 O Castelo dos Bugres é o Pão de Loth de Joinville - próximo, fácil e acessível, é uma opção para uma trilha com um belo visual e sem demandar muito tempo e esforço. O local era supostamente povoado por uma comunidade indígena chamada pela população de Bugres, que teria dado origem ao nome do aglomerado de rochas.
 Era Agosto de 2019 e eu já havia deixado de faze-la em uma longa viagem até o Rio Grande do Sul que envolveu mais paradas, mas que as condições do clima no dia não prometiam cume aberto. Convidei a namorada e amigos e fomos lá para uma trilha em um dia muito - mas muito frio mesmo, á ponto de fazer a trilha bem agasalhado e não ficar muito tempo congelando em seu cume. No começo da trilha, uma bifurcação marcada leva á uma pequena queda de água, bem próxima á trilha principal. Após alguns bons atoleiros e algumas passagens de pequenos rios através de pedras ou de troncos, começa uma subida discreta que não chega á cansar. Em um pouco mais de uma hora se chega ao tal castelo com alguns abrigos na sua área inferior e com uma pedra em destaque com uma corda para o auxílio ao seu topo. De lá, observa-se o restante da Serra Dona Francisca, o cume do Morro da Tromba, o Pico Jurapê, a cidade de Joinville, a Serra do Quiriri, e especialmente o Morro Pelado, que pela proximidade se destaca na paisagem.


As três monhantas á direita: Jurapê, Pelado e Central.

Joinville







 É perceptível que as montanhas ao redor de Joinville possuem diversas lendas, relatos de avistamentos de OVNIS ou uma junção de ambos. Além dos supostos avistamentos, o Monte Crista possui fama causada pela citação da montanha no livro de "A Terra Oca" do autor americano Raymond Bernard, em que o autor descreve os Atlantes, uma civilização remanescente da famosa cidade de Atlântida, que habitariam o centro da terra e se comunicariam com o exterior através de alguns canais, sendo um deles localizado no Monte Crista. A Serra do Quiriri possui lá suas histórias de avistamentos de naves, como também histórias sobre tesouros abandonados em sua extensa área, com histórias trágicas de pessoas que até ás encontraram - mas que morreram sob estranhas circunstâncias antes que conseguissem retornar para buscar oque encontraram. O Morro Pelado possui relatos de aparições de fantasmas e de sons nas matas ao redor da trilha que amedrontam os que acampam por lá. E como não poderia deixar de ser, o Castelo dos bugres tem suas lendas: Primeiro a de que ali, como no Monte Crista, também haveria uma entrada a famigerada camada interna da Terra, e a de que em noites de lua cheia, um índio montado em um fogoso cavalo branco e portando uma lança flamejante teria sido visto mais de uma vez no cume do castelo. A conclusão mais racional de todas essas lendas e avistamentos, é o consumo frequente de psicoativos pelos montanhistas catarinenses - com todo o devido respeito.
 Na Internet encontram-se alguns casos de pessoas que passaram de horas até dias perdidas no que relata-se como "a região do Castelo dos Bugres", mas que ao ler-se as matérias entende-se que os casos ocorreram por trilheiros que se perderam mais especificamente na trilha que dá acesso ao Morro Pelado, vizinho ao Castelo, que de fato é muito mais propensa á estes incidentes. 

Estacionamento: Diversas pessoas costumam deixar os seus veículos estacionados no Hotel Fazenda Dona Francisca, necessitando uma pequena caminhada adicional para se chegar ao começo da trilha. Logo adiante existe um bar com um bom estacionamento onde também costuma-se deixar o carro estacionado. E por último, há o já citado estacionamento no começo da trilha, que costuma ter um homem morador da região cuidando dos carros.
Acampamento: Possui uma área suficiente para algumas barracas logo antes do cume. 
Altitude: 998 metros. Inicia-se aproximadamente á 790 metros de altitude.
Duração e percurso: Aproximadamente de 1 á 2 horas para percorrer os 4km em ritmo tranquilo.